terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sem ambulância pacientes são transportados em carroceria

A comunidade tem que usar esse veiculo para os resgates de pacientes.

Essa é a realidade dos moradores do distrito de Boa Vista do Pacarana que estão desde o inicio de novembro de 2012 sem ambulância. O veiculo que atendia a comunidade com o socorro médico sofreu um acidente no trajeto ao município e desde então se encontra encostado no pátio da secretária municipal de saúde. O veiculo atendia a comunidade do Pacarana e mais 09 comunidades adjacentes, inclusive as três etnias indígenas localizadas no entorno do distrito. Mais de 2000 cidadãos dependem exclusivamente desse veiculo para eventuais socorros médicos. A localidade passou 40 dias sem um único veiculo sequer para prestar esse socorro, as eventualidades que surgiram foi suprida pela Policia Militar ou pelo vereador Sedi Antonio em seu veiculo próprio. Após muitas cobranças da população e do próprio vereador Sedi Antonio a administração municipal resolveu enviar outro veiculo até a ambulância ser concertada e retornar para o seu local de origem. Mas a indignação dos moradores é pelo fato de a prefeitura ter enviado para substituir a ambulância avariada, uma picape de carroceria de madeira que era utilizado pela secretaria municipal de agricultura para dar apoio à patrulha mecanizada (Transportar tambores de óleo diesel, lubrificantes, pneus e peças de reposição). Segundo os moradores esse veiculo não tem as mínimas condições para atender os eventuais casos que exijam o deslocamento da vitima para a sede do município. “Não tem condições um paciente ser enviado para Espigão em cima de uma carroceria sem as mínimas condições de conforto e higiene possível”. 

Ambulância batida e a ambulância enviada ao Pacarana 

A revolta dos moradores esta tomando proporções alarmantes, pois segundo comentou o condutor do veiculo, “até em botar fogo no carro já foi falado”. O clima de revolta procede, pois a situação chega a ser constrangedora para os moradores ter que se sujeitarem a percorrer os quase 90 km de estradas de terra mal acomodados em cima de uma carroceria a mercê da poeira e da chuva. A pergunta que fica é o porquê não foi retirada a carroceria do veiculo batido e montado no chassi do carro enviado ao Pacarana. Os dois veículos são do mesmo modelo e, portanto são compatíveis para receberem o mesmo tipo de equipamento. Esse lapso por parte do pessoal da prefeitura é o responsável por toda essa polemica gerada no Pacarana que infelizmente tem que transportar os seus pacientes em cima de uma carroceria de madeira aos moldes dos anos 70. Hoje, em pleno terceiro milênio com veículos e aeronaves equipadas com UTI e o que há de mais moderno na medicina para salvar vidas, deparamos com esse Paradoxo vindo do Pacarana onde o retrocesso e a desvalorização da vida ficou ressaltada nessa mal fadada iniciativa da administração municipal ao enviar um veiculo de carga como um simulacro de ambulância para socorrer os pacientes do distrito de Boa Vista do Pacarana. 

Nota da Redação


A reforma foi orçada em menos de R$5.000 reais.

Procuramos o responsável pela divisão de manutenção dos veículos da secretaria municipal de saúde, o servidor Lídio que via celular nos informou que o veiculo batido se encontra na Chapeação Periquito onde estão sendo trocadas as peças e componentes avariados durante o acidente sofrido pelo veiculo. Segundo nos informou o responsável, o veiculo deverá estar pronto até ao final do mês quando então será enviado novamente para o distrito do Pacarana para cumprir a sua função. Em conversa com Lídio o mesmo nos informou que os custos com a reforma do veiculo esta girando em torno de menos de R$ 5.000 reais. Pasmem! Uma reforma de menos de R$ 5.000 reais demorou praticamente 60 dias para ser executada. Por menos de R$ 5.000 reais a população do Pacarana ficou mercê a própria sorte e depois teve que passar por esse constrangimento de ter seus pacientes transportados em cima de carroceria para buscar atendimento medico. Alguma coisa esta errada nisso. Como diria o antigo Ancora da Record, Boris Casoy: “Isso é uma Vergonha”.

Luizinho Carvalho/Sociólogo/SRTE/RO 026

Nenhum comentário:

Postar um comentário