quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Indígenas recebem capacitação para proteger território




Serão capacitados 21 índios das Terras Indígenas (TIs) Igarapé Ribeirão e Igarapé Laje. A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), através do Programa de Apoio às Comunidades Indígenas, realiza em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) os cursos de Cartografia Básica e Uso de GPS e Legislação Ambiental e Indigenista. Durante duas semanas (17 a 21/09 e 24 a 28/09) em Guajará Mirim, os participantes estudarão as leis e aprenderão a utilizar GPS, bússolas, imagens cartográficas, de satélites, dentre outros. Entre aqueles que participarem dos cursos, 12 (seis de cada etnia) serão contratados pelo período de um ano para trabalharem nos Postos de Vigilância das Terras Indígenas, sob coordenação da FUNAI. Os indígenas Kaxarari e Uru-Eu-Wau-Wau também receberão a capacitação. Os Postos de Vigilância, em construção pela ESBR e previsto para serem entregues nos próximos meses em cada Terra Indígena, serão equipados com toda a infraestrutura para as ações de proteção. Além da mobília, os locais possuirão computadores, equipamentos de localização, comunicação e veículos (camionetes, motocicletas e barcos). Segundo a coordenadora do Programa de Apoio às Comunidades Indígenas, Bruna Paes, as capacitações fazem parte das ações que a ESBR desenvolve para proteção e vigilância das TIs. “Nessa fase de implantação do empreendimento, as ações do Plano Emergencial de Proteção das Terras Indígenas são focadas na proteção das mesmas e apoio à FUNAI no trabalho de identificação e proteção de índios isolados”, afirma. A segunda fase compreende o desenvolvimento comunitário, com apoio nas áreas de saúde, educação, produção e cultura, dentre outros subprogramas desenvolvidos a partir de um diagnóstico socioambiental realizado nas aldeias com a participação direta dos representantes de cada Terra Indígena contemplada. A FUNAI emitiu um Termo de Referência para o estudo e elaboração de Programa de Apoio às Comunidades Indígenas. “O objetivo é levar, em longo prazo, benefícios socioambientais e econômicos para as populações indígenas. Apoiar o uso racional dos recursos naturais, usando como instrumento o respeito sociocultural, econômico, de fauna e flora dos indígenas”, completa Paes. De acordo com a geógrafa Rafaela Printes, que ministrou o curso de Cartografia Básica e Uso de GPS, os alunos possuem um bom conhecimento da área e facilidade nas orientações. “Eles (indígenas) já realizam a vigilância, por isso focamos mais no uso dos equipamentos que terão no local. É uma ação que vai reforçar a proteção das terras e fortalecer o trabalho existente”, diz.



Fonte: Rondoniaovivo

Foto: Luizinho Carvalho

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